“Para alcançar um sonho é preciso estar acordado” 24 Maio 2007
Posted by piratinha in Igreja, Minha infância, Música, Pseudo-filosofia, Vídeos.1 comment so far
Ainda na linha de músicas que me fazem bem, de amizades, amor, igreja, etc
O último vídeo que postei é de um amigo chileno. Isso eu disse. O que eu não disse é que eu quis tocar contra-baixo depois que o conheci, em 1996. E conheci porque fui no show do Martin Valverde. Por isso coloquei no post a letra de uma música que o Martin canta. Agora coloco um vídeo do mesmo Martin mas anos atrás.
Lembrar de quando eu morava em Lins, entre outras coisas, me recorda o quanto eu era empolgado! Não tinha direção nenhuma, mas tinha uma energia imensa. Era como um canhão, uma grande potência mas que precisava de direção. Por sorte, encontrei pessoas incríveis e recebi grandes conselhos.
Um ano antes de ser aprovado no vestibular, vim até são paulo visitar alguns parentes. O que mais me chamou atenção foi o abatimento geral das pessoas. Lembro de estar no metrô e estar chocado por todo mundo olhando pro chão ou pro vidro completamente perdidos dentro de si. Pensava:”Mas cadê o ânimo dessas pessoas? Sonhos? Vida??
Mal cheguei aqui, um ano depois, um pude entender perfeitamente o que se passava. Também eu fiquei abatido. Morar aqui parece mais com a história de matar um leão por dia do que eu imaginava. Não no sentido da dificuldade das coisas logo porque a vida é difícil em qualquer lugar. Mas no sentido do imediato. Sonho? Que sonho? Eu tenho que entregar isso aqui hoje e depois correr pra pegar o ônibus até sei lá onde pra poder fazer sei la o quê..
Aqui na faculdade encontrei muitíssimas pessoas que não creem em Deus. Mas isso não me chocou. Já sabia que quando saisse do interior encontraria muito disso por aqui. O que eu não esperava era encontrar um sem número de pessoas que não acreditam em nada! Nem nelas mesmas, nem nos seus sonhos, nem nas pessoas que as amam!
Mais um vídeo. Porém, mais que uma bela música, uma linda idéia! Preste atenção nas palavras. Procure pela letra no google se for o caso. Entenda o quê ele disse e tire o resto do dia pra pensar: “o que você faz por amor”?
Hora de treinar o portunhol.. Mas é fácil, dá pra entender direitinho o que ele diz. Espero que gostem.
Gelo Seco 11 Outubro 2006
Posted by piratinha in Causos, Minha infância.6 comments
Quando eu era pequeno adorava ciência. Ainda adoro, mas é uma outra relação. Eu acordava às 6 da manhã pra assistir o Globo Ciência. Adora o Eureka e o Beakman.
Sempre que houvia alguma coisa sobre a natureza pensa se aquilo fazia sentido ou não. Depois tentava descobrir porque fazia e porque não.
Lembro que uma vez, por volta dos meus 6 anos, vi em um desses programas que aquela fumaça dos shows de Rock era feita com gelo seco. Aquilo fazia sentido. Tanto para temperaturas altas como temperaturas baixas a gente vê fumaça. Uma vez que isso faz sentido, vamos tentar ver isso na prática.
Abri a geladeira, peguei uma forma com uns 20 cubinhos de gelo e 2 guardanapos. Tentei secar os 20. Conclusão:
O programa mentiu pois o gelo derrete antes de secar.
Uma infância diferente 06 Outubro 2006
Posted by piratinha in Causos, Minha infância.4 comments
Quando eu era pequeno, não era muito conformado com minha idade. Queria crescer rápido. Não tive uma infância perdida, com certeza não, mas muitas vezes pensei em acelerá-la.
Eu sempre andei com caras mais velhos. Quando estava na primeira série, meus amigos mesmo não eram os do meu ano, mas os da oitava.
Nas festas de final de ano, quando a família se reunia, eu só queria conversar com o Rodrigo, porque ele é cinco anos mais velho que eu. Que fique bem claro que gosto de todos, para não causar nenhum ciúme, que sempre amei todos por igual, hein!
Quando me mudei para Lins, meus dois principais amigos tinham em aproximadamente seis anos a mais que eu. Dessa época me lembro de um fato curioso.
No meu segundo ano lá, 1993, Lins foi à sede dos 27° Jogos Regionais. Seria como uma olimpíada do interior, com direito a cerimônia de abertura e tudo mais.
Lembro-me que as conversas com aqueles dois se resumiam em duas coisas, videogame e mulher. Sempre, sempre isso. No mês que antecedeu os jogos o assunto restringiu-se ao segundo, mais especificamente à quantidade de mulheres que cada um dos dois garganteava ser capaz de conseguir.
Aos 11 anos você é um garoto influenciável. Pelo menos eu era. Na noite anterior perguntei se poderia ir à abertura dos Jogos com eles e disseram sim. Perguntei em seguida se sobraria uma mulher pra mim, ao que disseram, não.
Isso me deixou inconformado. Eu era mais inteligente, mais cheiroso, mais bonito e mais modesto que eles, por que não teria nenhuma pra mim? Eles tentaram me explicar, sem ofender, que era por causa da minha idade. Que mulher nenhuma se interessaria por um garoto de 11 anos.
Passei o dia seguinte inteiro bolando um jeito de parecer mais velho. Cheguei a conclusão que um cara mais velho teria que ter três coisas: Altura, pêlo e culhões.
Altura até que a minha enganava e além do mais, tem muito cara baixinho que se dá bem por ai. Pêlo eu não tinha, alias não tenho, mas isso eu julguei irrelevante também, não sei porque. O que parecia de fundamental importância eram os culhões. Claro que sempre tive, mas você tem que concordar que o de um garoto de 11 anos é diferente de como ele venha se tornar na idade adulta.
Pra resolver essa situação tive uma brilhante idéia (pelo menos na época pareceu brilhante). Veja que eu disse brilhante e não original. Como eu disse no post anterior, a propaganda é a alma do negócio, lá fui eu fazer propaganda do meu negócio. Coloquei uma calça nova, camisa, gel e o mais importante, uma meia dentro da cueca.
Senti-me com vinte anos. Meus culhões agora era enoooormes. Visivelmente enormes. Quando chegamos no estádio onde acontecia à abertura me esbaldei.
Corri, pulei, gritei, taquei papelzinho nos outros, fiz até bolha de sabão, tudo que um homem adulto faz. Pra completar, às dez da noite eu estava com sono e fiz os caras voltarem comigo.
Nesta noite não peguei ninguém. Isso me fez pensar que aqueles caras não entendiam nada de mulher. Portei-me como um adulto. Até culhões de adulto eu tinha. E nada. Decidi que não ia mais seguir o conselho desses dois. Faria tudo do meu jeito. E continuei não pegando ninguém.
Com certeza minha infância não foi perdida. Pra mim só foi diferente e mais engraçada.
