Viva a física experimental 23 Maio 2007
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Ontem o Dr. Kudmell me disse uma frase linda.
“A teoria é a luz da prática”
Eu achei isso ótimo. Era num contexto muito mais psicológico, é verdade. Mas tem tudo haver com física. Disso eu rascunhei 4 pontos:
1. É preciso luz para enxergar
Pense em um copo. Tem um em cima da sua mesa? Se tivesse escuro, você veria o copo?
É comum ouvir pessoas criticando os cientistas do passado, dizendo coisas absurdas como “mas como eles não perceberam isso!” ou “mas é tão óbvio que as coisas caem por causa da gravidade”.
Óbvio agora. É verdade que a gravidade sempre esteve ai. Como o copo está sobre a mesa. Mas sem a luz da teoria, naquela época ninguém podia “ver” a gravidade. Assim como sem a luz da lâmpada você não pode ver o copo.
2. Saiba onde olhar.
De nada adianta o copo estar aí e você continuar olhando para o outro lado. Para poder aprender mais e melhor não é possível ficar fixo em apenas uma direção. Olhe em volta, olhe por cima, olhe por baixo, olhe com as mãos. Um bom cientista olha para o mesmo problema por diversos ângulos.
3. Olhe para o copo
Se você quer aprender mais sobre o copo, de nada adianta ficar olhando pra lâmpada. Ela é sua companheira, não seu objeto de desejo. Saiba a teoria. Mas quando estiver no laboratório, esteja muito mais atento e interessado nas medidas. É claro que não é pra sair medindo qualquer coisa. Isso seria como sair tateando procurando pelo copo na usina de Itaipu.
4. Arrisque!
E se o copo estiver debaixo de uma estante? Tem luz na sua sala. Você sabe que tem algo lá. Mas você não consegue vê-lo porque a luz não chega até lá. Então o que você faz? Pega uma lanterna ou mete a mão lá. Pegar uma lanterna seria como arrumar uma teoria provisória e tentar encontrar. Muitas das teorias surgiram assim. Quantas de luz, fótons, mecânica quântica, e por ai vai…
Meter a mão seria como sair tateando. Mas não em Itaipu, e sim numa região muito limitada. Reza a lenda que durante um incêndio numa cidade vizinha, um cientista desocupado apontou seu espectrômetro pra la e conseguiu notar uma distribuição característica de alguns átomos logo em seguida ele teve a idéia de apontar a mesma coisa pras estrelas e assim conseguiu descobrir do que elas são feitas. Sair medindo qualquer coisa não é uma boa idéia. Mas as vezes acrescentar uma medida, ou medir a mesma coisa de uma forma diferente pode resultar em um grande negócio!
O jeito “Didi” de resolver as coisas 10 Maio 2007
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Tecnologia boa está em casa 02 Março 2007
Posted by piratinha in Faculdade, Tecnologia, Web.1 comment so far
Tadinho do meu computador. Dou tanto crock no coitado. Mas essa semana que fiquei sem ele foi muito bom. Aprendi a dar valor.
A fonte do meu precioso havia morrido há algum tempo e eu estava usando uma emprestada do professor Alexadre Suaide. Como ele precisou dela de volta, tratei de arrumar outra.
Fiquei quase uma semana sem meu pc. Tive de usar os computadores aqui da faculdade. E numa dessas eu me dei conta de quanto eu gosto do meu.
Acabei de instalar a fonte e liguei o dito cujo. Minha primeira impressão: Woooow como ele está rápido!
Mas não está. Ele sempre foi assim. A primeira diferença é que ele é melhor do que os que eu estava usando aqui na faculdade.
A segunda tem haver com o prazer de usar. Meu teclado eh baixinho, meu monitor está na altura que eu escolhi. ele tem meus brinquedinhos em volta. Os outros não tinham isso. Nele me sinto a vontade, nos outros não.

Incrível como a tecnologia vai fazendo cada vez mais parte da gente. E como pequenas mudanças nessa área podem nos deixar mais feliz ou acabar com a alegria de alguém como bem conta a Jess.
Eu estou de feliz de ter minha máquina de volta e estou cheio de idéias novas e coisas antigas pra terminar. Agora vou voltar pro tronco. Grande abraço a todos
fuvest 26 Novembro 2006
Posted by piratinha in Faculdade.5 comments
Como alguns devem saber, estou em Sorocaba ajudando o Marcelo (do post anterior) na organização da fuvest. Agora é quase meia-noite. terminamos agora pouco de empacotar as coisas que vão para a central da fuvest.
Desta vez fui fiscal de sala. Vi coisas mais engraçadas que dos outros anos. Uma aluna que chegou atrasada e disse que faria qualquer coisa para poder fazer a prova (o que, obviamente, não ocorreu). Uma outra que conversa com a prova. Você não leu errado, ela conversava com a prova. Ria, fazia careta, gesticulava. Com a prova!
Lembro de quando fui fazer a prova, sabia exatamente o que podia e o que não podia ser feito. Desta vez senti uma excessão. Ainda que fosse avisado várias vezes (pelo menos 5) para se preencher a prova a lápis, alguns canditados preencheram a caneta. Não toda a prova, claro. Quando percebia algo do tipo, avisava de imediato para trocarem.
Engracado que isso aconteceu com três candidatos. Ou melhor, três candidatas. E, por coincidência, três loiras! Não estou de brincadeira. Foi um fato. Mas vocês têm que concordar comigo de que isso só contribui para a lenda…
Vale contar também do cara que saiu pra ir ao banheiro, voltou, achou que havia entrado na sala errada, saiu, voltou novamente e me perguntou: “onde eu sento? ” Isso que eu chamo de fazer uma prova chapado.
Física 03 Outubro 2006
Posted by piratinha in Faculdade.add a comment
Agora criei uma categoria chamada 1.Física onde pretendo colocar os relatórios que fiz ao longo desses anos aqui no instituto.
Após alguns pedidos de relatórios de labs anteriores, achei melhor concentrá-los todos no mesmo lugar. Se você precisa, ou conhece alguém que precise, é só indicar www.neuroniosfritos.com.br
Espero poder ser útil. Grande abraço!
Atenção Creusebeck, vai começar a baixaria! 12 Junho 2006
Posted by piratinha in Faculdade.2 comments
Não é semvergonhice generalizada muito menos um concerto para contra-baixo e orquestra. É o começo do final do semestre!
E agora que a cobra fuma, que a porca torce e o rabo e [caso eu não faça tudo direitinho] que a vaca vai pro brejo!
Em pouco mais de 10 dias serão 400 mil provas, 2825,72 apresentações de projetos e um bilhão 999 mil novecentos e novente, 9 litros de café preto!
Já comprei uma pecura castanho-escuro e oito pacotinhos de unhas postiças para disfarçar a ansiedade.
Os livros estão sobre a mesa, a pilha de papel-rascunho também. São oito cestos de lixo distribuidos uniformente pela sala, 13 caixas de grafite e tanta borracha que daria para trocar 3 vezes todos os pneus de um big-foot.
Vou fazer tanta conta essa semana que já estou prevendo, vou sonhar mais uma vez com integrais assassinas correndo atrás de mim com canetas vermelhas nas mãos!
Mas eu sobrevivo, certo?
Tomara….
