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Coisas do Papai 16 Abril 2009

Posted by piratinha in Causos, Cozinha.
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Com o meu pai eu aprendi muita coisa. Mas uma delas eu uso mais que as outras…

Manja quando se cozinha pra um batalhão?
50 kilos de bifes acebolados?
Manja aquela coisa meio marrom que fica na frigideira por causa do alho e do óleo?

Joga arroz lá dentro e mexe, meu filho! Fica com uma cara estranha e é gorduroso pra xuxu… Mas fica tão booom! Hhuuuummmmm!

Shakespeare Quântico 18 Novembro 2008

Posted by piratinha in Causos.
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Este final de semana foi casamento de uma prima minha. Reunião de família, churrasco, Dr. House e muita tricotagem.

Uma tia agora está lendo O Segredo. No meio da conversa, aproveitou para falar da física quântica… Enquanto eu explicava as barbaridades do famigerado Quem Somos Nós pra Camila e pro Rodrigo, a tia cita alguns físicos quânticos famosos.. Bacon, Shakespeare….

Na volta pra São Paulo aprovetei para explicar pra Camila alguns conceitos de física moderna. Disse pra ela que a tia não estava de toda errada, que Shakespeare havia descoberto um princípio fundamental da quântica, o princípio da incerteza. Alías, a única coisa que Heisenberg fez foi traduziu para uma linguagem física a famosa frase de Hamlet: “To be or not to be”.

Olimpiadas 2012 20 Agosto 2008

Posted by piratinha in Causos.
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Logo pela manhã, vendo mais uma chutação de bunda do tal do Phelps, digo pro meu irmão:

- Olha aí, comecei as aulas de natação, daqui a quatro anos serei eu a aparecer na tv.

Com todo a graça que lhe peculiar me devolve:

- Ô-mô-paaaai, aprende uma coisa, muleke, para-olimpíadas é pra deficiente físico, não mental!

Um doce meu irmão…

A iluminada 14 Janeiro 2008

Posted by piratinha in Causos.
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Certas coisas parecem naturais. Meu pai sempre consertou coisas em casa. Martelo, serrote, chave-inglesa, em casa, era tão comum quanto arroz e feijão.

Desde cedo aprendi a consertar o chuveiro, trocar lâmpadas, desentupir pia, etc.

Nesse momento, eu  e meu irmão estamos na casa de uma grande nossa. Ela nos convidou para ajudar em pequenos reparos.

Começamos, como sempre, pelo mais fácil. Só pra dar motivação. A primeira tarefa foi trocar a lâmpada queimada da sala.

Tiramos a lâmpada antiga e pedimos uma nova.

Vinte minutos depois, e testa cabo, e liga o multímetro, confere o disjuntor, procedimento básico e nada da bendita funcionar até que o Danilo resolveu conferir a voltagem.

- O minha filha, cadê a lâmpada antiga? pergunta o magrelo.
- Vou pegar!
- Ô menina, cê tá doida, essa lâmpada antiga é 110V e a nova é 220V!
- , 220 num ilumina o dobro?

Eu treinei pra ser ambidestro 01 Março 2007

Posted by piratinha in Causos.
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Eu sou um cara completamente influenciável. Não nego. Às vezes eu vejo coisas que me deixam preocupado e isso muda meu jeito de pensar.

Quando eu estava na terceira serie uma garota da minha classe quebrou o braço direito. Como ela teve que engessá-lo, não podia copiar o conteúdo da matéria. O serviço era feito ou por alguma amiga ou pela mãe nas ocasiões em que ela levava tarefa.

Lá em casa o lema sempre foi “Se vira que você não é caju”. Vendo aquela cena comecei a pensar o que aconteceria se também eu quebrasse o braço. Eu não podia pedir pros meus pais. Pros meus amigos menos ainda. Eles não copiavam nem pra eles mesmo o que dirá copiar para os outros.

Segundo o lema familiar, resolvi treinar meu lado esquerdo. Braço e mão. Peguei um caderno de caligrafia e treinei escrita. Pegava objetos com a mão esquerda. Cortei laranja com a mão esquerda. Tudo que podia fazia com a mão esquerda.

Nessa mesma época eu vi um cara na rua que havia perdido um dos braços. Pra tornar meu treino mais rigoroso, amarrei meu braço direito. Abria a pasta de dente, colocava na escova escovava, tudo com a mão esquerda. Almoçava com apenas um garfo na mão esquerda.

Hoje em dia não faço mais esses absurdos. A única coisa diferente que tenho feito é colocar meu celular pra carregar dentro da geladeira. Vi uma matéria há uns tempos atrás dizendo que a bateria de um celular havia super aquecido e explodido na Europa. Eu é que não quero perder meu celular…

Emergência não é comigo 28 Dezembro 2006

Posted by piratinha in Causos.
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Estou de férias em Lins. Hoje andando pelo centro da cidade lembrei de algo que me ocorreu quando era pequeno.

Nessa época eu passava muito tempo em frente à tv. Adorava fazer isso. Havia um programa no SBT chamado 911. Voce já deve ter visto algo do tipo. Um policial americano, bigodão, com uma dublagem muito estranha relatando o ocorrido. Eu adorava aquilo, aconteciam coisas incríveis e o uniforme da policia era muito legal também. Eu só não gostava das entrevistas. A dos policias brasileiros é bem melhor. Eles têm uma eloqüência e um vocabulário de dar gosto!

O negocio é que sempre que entrava a propaganda desse programa aparecia uma chamadinha dizendo: “Em caso de emergência ligue 190”. Nunca havia ocorrido nenhuma emergência perto de mim e eu sempre quis ligar.

Um belo dia estou eu passeando com minha mãe aqui em Lins. Tinha por volta de seis anos. Do nada aparece uma mulher gritando que sei lá quem estava tentando se matar e minha diz: ”Meu Deus, precisamos chamar a policia”. Era a minha chance, finalmente uma emergência! Na hora me aprensentei: “Pode deixar mãe, eu chamo!”

Peguei o telefone e disquei, 190.
- Polícia de São Paulo, boa noite.
- Alô? É do 911?
- Não senhor, aqui é da polícia.
- Ah, me desculpa, foi engano.

Vida de Nerd 06 Dezembro 2006

Posted by piratinha in Causos, Web.
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Comentando com a carol sobre o RememberTheMilk ela disse:”aposto que você teve um orgasmo quando descobriu isso”. Quem me conhece deve ter pensado a mesma coisa. O negócio é que quando cheguei em casa fui comentar isso com meu irmão, Danilo.

- Cara, encontrei um site muito legal! Quase tive um orgasmo de tão legal!
- Caracas, você pode ver site de pornografia na usp, Leandro?
-  Não era de  pornografia, era um site de listas de tarefas on-line!!!
- Nerd do caralho….

O perigo dos vendedores despreparados 13 Novembro 2006

Posted by piratinha in Causos.
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Eu tenho um irmão que trabalha com instrumentos musicais. Esses dias estavamos conversando sobre isso. Perguntei pra ele se por acaso ele pretendia ser vendedor de instrumentos pro resto da vida. Ele me respondeu que não, iria abrir sua própria loja no interior.

Disse pra ele que o mercado estava saturado, que todo mundo disposto a realmente gastar com instrumentos ou fala diretamente com a importadora ou vai a Teodoro Sampaio. Disse que os artistas mesmo não gastavam mais com isso pois todos estão em busca de patrocinadores, etc.

Disse também que ele teria que colocar produtos mais simples e que ele corria um risco grave de colocar vendedores despreparados e/ou desatualizados o que acaba com a imagem da empresa e muito provavelmente com o lucro também.

Nisso lembrei de uma história que aconteceu comigo. No comeco de 2000, fui pra Guarulhos visitar uns parentes que não via há muito tempo. Aproveitei e trouxe um dinheiro pra comprar um transmissor pro contra-baixo.

Infelizmente, não pude ir à Teodoro Sampaio comprar o ditocujo. Acabei concordando com meu primo e fomos a uma loja em Guarulhos, perto da casa dele. Cheguei na loja e um vendedor muito mal-humorado me recebe:

- Pois não?
- Oi, eu gostaria de um transmissor.
- Um o quê?
- Transmissor.
- Transmissor?
- É! Aquele aparelho que você liga na guitarra (o cara não sabia o que era um transmissor, fiquei com medo de dizer contra-baixo e ele pensar que eu sou um anti-anão) e ele manda um sinal pra um outro aparelhinho que você liga na caixa-de-som (também fiquei com medo de dizer amplificador).
- Ahhhhhh, você quer um cabo sem-fio, devia ter dito antes… Desculpa, não temos.

Coisa de caipira 09 Novembro 2006

Posted by piratinha in Causos.
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Ontem eu ouvi a mesma coisa de dois amigos em momentos diferentes. Algo do tipo:

- Tal dia então? Diz o pirata.
- Tal dia. Retruca o amigo.
- Certeza?
- Se eu der certeza e furar, você vai ficar puto, né?
- Sim.
- Então não é certeza não.

Eu acho isso tudo muito estranho. Lá no interiorrrr, quando marcamos um compromisso o tratamos como tal. Estranho, né? Onde já se viu uma coisa dessas…

Veja, compromisso aqui é toda e qualquer coisa que precisa de uma ação, física ou não. Coisas como escovar os dentes ou ligar para o presidente. Ambas necessitam uma ação. Algumas levam mais outras menos tempo. Quem dá graus de importância somos sempre nós. Seja como for, são compromissos que assumimos conosco e precisam ser cumpridos.

Pensando assim, uma pessoa com ritmo normal deve ter em média 200 compromissos por dia. Pequenos ou grandes, precisam ser cumpridos. Quando eu marco um compromisso com você, abro mão dos outros 199 para, naquele momento, estar com você.

O problema é que lá no interiorrr nós aprendemos a não marcar mais de um compromisso no mesmo horário. Meu avô dizia: “Dos compromissos não ocupam o mesmo lugar na agenda”. Portanto, se você furar comigo, ficarei sem nada pra fazer.

Sabe como é né? Lá no interiorrr as coisas são diferentes….

Vestibulares 01 Novembro 2006

Posted by piratinha in Causos.
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Conversando agora com alguns amigos, lembrei-me de quando fiz vestibular e as bizarrices que aconteceram na época.

Participei do vestibular da usp, unicamp, unesp e usfscar, nesta ordem. Em Janeiro de 2003 foram três deles. Segunda fase dos dois primeiros e o da ufscar.

Lembro que quando chegou o último dia eu estava acabado. Já não aguentava mais fazer provas. Pra ajudar, esqueci algumas coisas, como dinheiro e régua. Dinheiro peguei emprestado, mas régua ninguém tinha sobrando.

Já na sala de prova, entra o fiscal e começa a dar as explicações rotineiras. Já viu aquele cara cheio de si? Que fala pausadamente, saboreando cada palavra como se fossem palavras de salvação? Esse era meu fiscal.

Quando ele tocou no assunto régua, levantei a mão e perguntei se poderia usar outra coisa pra cortar porque havia esquecido a minha. Ao invés de ajuda recebi um sermão. Coisas como “é assim que você trata o seu futuro”, “coisas desse gênero envergonham o Brasil”, etc…

Uma morena que estava no fundo tomou minhas dores (ou só queria me beijar mesmo). Levantou a mão e perguntou se podia me emprestar a régua. O fiscal, muito meu amigo, resolveu passar um sermão nela também que, cortado cinco minutos de falatório, pode ser resumido em: Não. Brava que só ela, retorquiu:

- Só falta o senhor dizer que também não posso dar pra ele……

(Silêncio e estapanto)

- A régua gente, sem malícia vai….