fuvest 26 Novembro 2006
Posted by piratinha in Faculdade.5 comments
Como alguns devem saber, estou em Sorocaba ajudando o Marcelo (do post anterior) na organização da fuvest. Agora é quase meia-noite. terminamos agora pouco de empacotar as coisas que vão para a central da fuvest.
Desta vez fui fiscal de sala. Vi coisas mais engraçadas que dos outros anos. Uma aluna que chegou atrasada e disse que faria qualquer coisa para poder fazer a prova (o que, obviamente, não ocorreu). Uma outra que conversa com a prova. Você não leu errado, ela conversava com a prova. Ria, fazia careta, gesticulava. Com a prova!
Lembro de quando fui fazer a prova, sabia exatamente o que podia e o que não podia ser feito. Desta vez senti uma excessão. Ainda que fosse avisado várias vezes (pelo menos 5) para se preencher a prova a lápis, alguns canditados preencheram a caneta. Não toda a prova, claro. Quando percebia algo do tipo, avisava de imediato para trocarem.
Engracado que isso aconteceu com três candidatos. Ou melhor, três candidatas. E, por coincidência, três loiras! Não estou de brincadeira. Foi um fato. Mas vocês têm que concordar comigo de que isso só contribui para a lenda…
Vale contar também do cara que saiu pra ir ao banheiro, voltou, achou que havia entrado na sala errada, saiu, voltou novamente e me perguntou: “onde eu sento? ” Isso que eu chamo de fazer uma prova chapado.
Um casal incrível 26 Novembro 2006
Posted by piratinha in Geral.5 comments
Eu tenho poucos heróis nessa vida. Amigos também não são aos montes não (amigos é algo que se seleciona e não, coleciona). Agora tem um cara nesse mundo que alem de amigo é herói. E alem de herói é amigo. Marcelo Munhoz, também conhecido como chefe ou meu orientador.
Estou desde sexta na casa dele. Vim ajudá-lo com a arrumação da fuvest aqui em Sorocaba. Isso tem sido uma das viagens mais divertidas que já fiz. A piada do dia é o Jajá, “tô doido, tô doido, tô doido…”.
Eu conheço esse cara desde 2003 quando ele me deu aula de laboratório dois. De lá pra cá, muita historia pra contar. Só mesmo uma mesa com pizza (ou uma parmê) e um bom chopp de trigo pra colocar tudo em dia.
Ele tem me aturado na iniciação cientifica desde então. Tem aturado meus esquecimentos, minha falta de atenção, minha procrastinação, e por ai vai.
Ele poderia muito bem ter me dado um pe na bunda há muito tempo, mas prefere ainda apostar em mim. Diz ele que tenho potencial. Pra mim ele tem visão de raios-X, só pode ser. Eu já teria desistido de mim mesmo há muito tempo!
Ele além de ser uma simpatia é uma figura. Divirto-me horrores com ele. Todo dia, quando chego na faculdade, passo na sala dele pra dizer bom dia e/ou contar uma piadinha.
É claro que isso faz parte da personalidade dele. Mas se tem alguém que tenho certeza que o influencia e a sua esposa, Suzana Brunhara. Mais figura que o Marcelo. O que ele tem de cientista, têm ela de artista. Agora à noite mexemos no site dela. Enquanto isso, livros e cds. Muuuuuitos! Musica minimalista e Putumayo são duas palavras que não vão sair da minha mente tão cedo.
Estou escrevendo isso agora de madrugada antes da prova da fuvest. Sentado no escritório enquanto eles dormem. Eu precisava dizer, de alguma forma, o quanto eles são legais e o quanto gosto deles.
Caras, vocês são demais!
Processo de Identificação 23 Novembro 2006
Posted by piratinha in Pseudo-filosofia.4 comments
Lidar com pessoas é um assunto complicado. Muitas vezes, mesmo que nossas idéias/produtos sejam boas/bons, muitas pessoas simplesmente não as compram. Não porque não gostaram, ou não tenham dinheiro. Não. Pelo contrário, comprariam de outra pessoa, mas não de você. Já passou por isso? Eu já. Pra contornar isso eu uso Processos de Identificação. A idéia é simples, faca com que as pessoas identifiquem-se com suas idéias/produtos e elas compraram.
A mente gosta daquilo que acha fácil. Fácil para a mente é tudo aquilo que pode ser assimilado de forma rápida. Ela utiliza conhecimentos antigos para poder ligar com os novos. Quanto maior o número de ligações (também conhecidas como sinapses), mais rápido a mente aprende.
É como se cada informação fosse um bloco de lego. Junta-se um conjunto de blocos para se formar um objeto, uma idéia. Os mesmos blocos podem ser aproveitados para construir novos objetos, novas idéias. Aprender um prato novo é muito mais fácil para alguém que já cozinha do que para um novato porque o mais experiente apenas rearranja os blocos ao passo que o novato precisa adquiri-los um a um.
Deixe me dar um exemplo.
Tem uma garota aqui na faculdade que tem uma personalidade forte. Ela fala rápido, pensa rápido, briga com um monte de gente. Eu não tenho nada contra. Não é minha amiga, mas nada contra. As idéias dela são boas. O problema é a forma como ela expõe. Ela fala rápido, com um tom de voz elevado (e tem o tique que eu maaais odeio: “me desculpa, mas…” Todos os argumentos dela começam e terminam com o maldito “me desculpa”, isso me irrita sobremaneira!). É pouco aberta a sugestões e isso é um senhor tiro no pé. Ela adora falar da parte mais política, digamos assim, do ensino. Como eu disse, as idéias dela são boas, mas a forma como ela fala não e isso tira todo o ânimo de ouvi-la.
Hoje foi diferente. Estou eu aqui na sala de informática controlando a impressora feliz e contente da vida quando ela brota na porta. Queria imprimir um documento qualquer. Enquanto imprimia, puxou papo. Veio falar sobre a eleição do centro acadêmico. Tá aí um papo que, no momento, não me interessa nem de longe. Mas hoje interessou! E por quê? Porque ela estava com o sutiã mais rendado do ano! (Não vá você me achar um tarado e ficar imaginando que não tirei os olhos do dito-cujo hein!).
Todo mundo sabe da minha paixão por lingerie. Ver aquela garota com uma lingerie do padrão que eu gosto me fez imaginar que ela também goste. Bingo! Foi aí que “comprei”. Perceber aquilo fez com que eu me Identificasse com ela. Foi por um breve momento, mas foi o suficiente pra que eu “comprasse”. Se ela voltasse amanhã, muito provavelmente eu estaria com o mesmo “pé atrás” de sempre e, muito provavelmente não receberia bem as mesmas idéias.
Você pode dizer, ahhhh, mas isso é trapaça! E eu discordo. Como eu disse, muitas vezes a pessoa compraria a idéia. Não compra porque vem de você. Eu compro as discussões sobre centro acadêmico. Não compraria agora porque estou fazendo outras coisas. A Identificação com ela fez com que eu “baixasse a guarda” e me torna-se, temporariamente, aberto à conversa.
Outro exemplo rápido, a Carol não gosta de blues. Mas quando eu disse que uma determinada música tinha haver com ela as coisas mudaram completamente e, ao menos aquele disco, passou a marcar presença no radio dela.
Pra mim, isso não é trapaça, é simbiose. Todos os lados ganham.
Uma mão a tocar 22 Novembro 2006
Posted by piratinha in Vídeos.2 comments
Você gosta de musica clássica?
Eu também.
Quer ver uma mão tocando?
E com varias tentativas?
E com o pai da mão perguntando se esta filmando?
E ela brava com ele?
Então você veio ao lugar certo!!!
Ouça varias vezes uma mesma mão (linda, diga-se de passagem) a tocar!!!
E mudar de musica!!!!!!!!!
Porque a mão cansa às vezes né…
Não consegue ver? Click aqui
Eu entubo 20 Novembro 2006
Posted by piratinha in Vídeos.1 comment so far
Gostei tanto da brincadeira que acabei criando um profile beeem bunitinhu no YouTube pra mim! rs
Coloquei as mesms cores que uso aqui no blog. O banner nao ficou legal então tirei.
Pra ver o profile e os videos, youtube.com/user/BassCenj
Bricando no You Tube 20 Novembro 2006
Posted by piratinha in CENJ, Igreja, Vídeos.1 comment so far
Há alguns tempo atrás voltei a tocar na igreja. Estou tocando com uns amigos numa igreja em Caieras. Chama-se Comunidade de Evangelização Nova Jerusalem (CENJ) e fica na capela de São Luis de Montfort.
No final do grupo, sempre ficamos tocando um pouquinho com o pessoal lá. Nós, os instrumentistas. Os microfones vão pro pessoal que não é do ministério de música mas gosta de cantar. Acaba sendo um ótimo filtro. Assim ficamos sabendo quem leva jeito pra coisa e talvez possa entrar pro ministério.
O Fernandinho sempre tira fotos do grupo. Esses dias atrás ele inventou de filmar esse finalzinho. o Resultado é esse ai:
Espero que gostem. Não consegue ver? Click aqui
Burocracias 14 Novembro 2006
Posted by piratinha in Geral.2 comments
Houve uma lei há algum tempo atrás na qual os funcionários públicos deixariam de receber pelo Banespa e passariam a receber pela Nossa Caixa. Há alguns dias atrás fui recomendado a abrir uma conta lá.
Semana passada tirei uma tarde somente pra resolver isso. Não sabia o que precisava então fui com a cara e a coragem. Chegando lá, depois de esperar um bocado disseram-me que precisavam de uma carta-recomendação. Voltei pra USP, providenciei tal carta.
Retornei ao banco dois dias depois, esperei mais um tanto e disseram-me que era necessário um comprovante de matricula. Providenciei o comprovante de matricula. Voltei ao banco na sexta-feira e disseram-me (como todas as outras vezes, depois de uma bela fila) que faltava ainda o comprovante de residência. Como não poderia conseguir um comprovante da minha residência no interior, pedi que me enviassem uma conta qualquer por fax.
Segunda-feira, estou eu de volta ao banco, disseram-me que não poderia ser um fax, deveria ser um original. Feliz da vida, óbvio, perguntei se poderiam me informar tudo o que eu deveria levar, com todas as coisas explicadas e detalhadas, se queriam em papel branco ou rosa, caneta azul ou preta, cueca branca ou vermelha, tudo!
Como comprovante de residência só era aceito o original, tentei encontrar a locatária da casa onde estou. Está viajando. E como hoje era o ultimo dia, fui pra lá com a cara e a coragem. Como não faltava um documento, disseram-me que não seria possível mais uma vez.
Cansado de tudo isso, pedi pra falar com o gerente. Dez minutos de conversa e tudo resolvido. Eu poderia abrir a conta e trazer o comprovante na segunda-feira que vem.Agora pouco o telefone tocou. Disseram-me que meu CIC estava cancelado e que por isso não poderiam abrir a conta.
- O que aprendemos hoje crianças? Pergunta a tia do jardim da infância.
- Que devemos sempre procurar quem maaaaanda. Que se eles tivessem conferido os documentos todos de uma vez ele não precisaria ter ido tantas vezes ao banco e estaria com o problema do CIC resolviiiiiido. Que não se deve abrir contas na Nossa Caixa, professooooora. Respondem as crianças aos berros e em coro.
O perigo dos vendedores despreparados 13 Novembro 2006
Posted by piratinha in Causos.3 comments
Eu tenho um irmão que trabalha com instrumentos musicais. Esses dias estavamos conversando sobre isso. Perguntei pra ele se por acaso ele pretendia ser vendedor de instrumentos pro resto da vida. Ele me respondeu que não, iria abrir sua própria loja no interior.
Disse pra ele que o mercado estava saturado, que todo mundo disposto a realmente gastar com instrumentos ou fala diretamente com a importadora ou vai a Teodoro Sampaio. Disse que os artistas mesmo não gastavam mais com isso pois todos estão em busca de patrocinadores, etc.
Disse também que ele teria que colocar produtos mais simples e que ele corria um risco grave de colocar vendedores despreparados e/ou desatualizados o que acaba com a imagem da empresa e muito provavelmente com o lucro também.
Nisso lembrei de uma história que aconteceu comigo. No comeco de 2000, fui pra Guarulhos visitar uns parentes que não via há muito tempo. Aproveitei e trouxe um dinheiro pra comprar um transmissor pro contra-baixo.
Infelizmente, não pude ir à Teodoro Sampaio comprar o ditocujo. Acabei concordando com meu primo e fomos a uma loja em Guarulhos, perto da casa dele. Cheguei na loja e um vendedor muito mal-humorado me recebe:
- Pois não?
- Oi, eu gostaria de um transmissor.
- Um o quê?
- Transmissor.
- Transmissor?
- É! Aquele aparelho que você liga na guitarra (o cara não sabia o que era um transmissor, fiquei com medo de dizer contra-baixo e ele pensar que eu sou um anti-anão) e ele manda um sinal pra um outro aparelhinho que você liga na caixa-de-som (também fiquei com medo de dizer amplificador).
- Ahhhhhh, você quer um cabo sem-fio, devia ter dito antes… Desculpa, não temos.
Coisa de caipira 09 Novembro 2006
Posted by piratinha in Causos.4 comments
Ontem eu ouvi a mesma coisa de dois amigos em momentos diferentes. Algo do tipo:
- Tal dia então? Diz o pirata.
- Tal dia. Retruca o amigo.
- Certeza?
- Se eu der certeza e furar, você vai ficar puto, né?
- Sim.
- Então não é certeza não.
Eu acho isso tudo muito estranho. Lá no interiorrrr, quando marcamos um compromisso o tratamos como tal. Estranho, né? Onde já se viu uma coisa dessas…
Veja, compromisso aqui é toda e qualquer coisa que precisa de uma ação, física ou não. Coisas como escovar os dentes ou ligar para o presidente. Ambas necessitam uma ação. Algumas levam mais outras menos tempo. Quem dá graus de importância somos sempre nós. Seja como for, são compromissos que assumimos conosco e precisam ser cumpridos.
Pensando assim, uma pessoa com ritmo normal deve ter em média 200 compromissos por dia. Pequenos ou grandes, precisam ser cumpridos. Quando eu marco um compromisso com você, abro mão dos outros 199 para, naquele momento, estar com você.
O problema é que lá no interiorrr nós aprendemos a não marcar mais de um compromisso no mesmo horário. Meu avô dizia: “Dos compromissos não ocupam o mesmo lugar na agenda”. Portanto, se você furar comigo, ficarei sem nada pra fazer.
Sabe como é né? Lá no interiorrr as coisas são diferentes….
Rotinas – Parte II 08 Novembro 2006
Posted by piratinha in Experiências.1 comment so far
Hoje aconteceu justamente o contrário do que foi dito ontem. Embora tenha sido um saco, contribuiu didaticamente para a experiência.
Aconteceu que, quando cheguei em casa ontem, meu irmão estava sem sono e não quis desligar a TV do quarto. Acabei perdendo o sono também. Com isso perdi a hora hoje.
Primeiro Erro: acordei por volta de meio-dia. Com isso toda a programacão da manhã foi abandonada ou adiada. Como o horário estava baguncado, fiz o que é mais instintivo, priorizei o mais fácil/divertido.
Segundo Erro: Como acordei na hora do almoco, estava sem fome logo, não almocei. Só fui sentir fome por volta de 16h, mas só comi as 18h e aí entra o terceiro erro.
Terceiro Erro: Como estava com pressa, acabei por comer um salgadinho qualquer. Estou com fome agora, mas não posso ir comer por causa da monitoria na sala de informática.
Resultados: Estou cansado, irritadisso e com as tarefas todas atrasadas e acumuladas o que aumenta o cansado e a irritacão.
Conclusões: Ser fiel aos prazos me mantém em dia comigo mesmo. Rotina torna tudo mais fácil.
Assim como todo portador de TDAH, quero fazer mil coisas ao mesmo tempo. O problema é que para fazer tudo preciso de uma infra-estrutura que me dê o apoio/alicerce/base. E a rotina, saber exatamente o quê, quando e onde, esse tipo de controle são a chave para a resolucão do problema.
